sábado, 14 de maio de 2011

Para morrer de mentirinha

                                                                         
O coração pequenininho no peito que pia mudo... A cabeça maior que o corpo inteiro e um gosto de qualquer coisa amarga na boca... Agruras poéticas e não prosaicas... Prozac !
Eu fumo a guimba de um cigarro, bebo o vermelho-alaranjado da tarde na minha taça com uma cereja dentro...E minha trilha sonora alterna-se entre Miles Davis e Piaf, quando não paro tudo e toco  “Central do Brasil” para chorar mais que o pequeno menino que perde seu amor na estrada... Sim, porque todos os amores, um dia, perdem-se à margem de qualquer coisa. Até os não amores se perdem, os quase amores, os amores baratos e vagabundos... Ficam as histórias e um grito preso na garganta de quem não gritou.
Porque quem não morreu de amor, à margem de tudo,  nunca mais vai morrer de verdade. Vai morrer de gripe, de queda ou tédio.
  

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