domingo, 24 de abril de 2011

Palavra (mal-bem)dita

"Na palavra, na linguagem, é que são primeiramente as coisas" 
                                                (M. Heidegger)

Então ela disse eu te amo e eu te amo era tão fátuo... Mas flamejava como bandeira ao vento e pelo vento ia-se e vinha e punha-se a voltar...
Ouvia-se como jingle repetitivo nos ouvidos incautos e até se fazia acreditar. Fê-la acreditar que amava
             ...
E assim amei por entre todos e todos os dias
Em que ouvia um silvo de silêncio
Amei  até as partidas e delas vesti todas as roupas...
           ...
E como ninguém mais acreditasse na palavra alçada ao tempo, ela insistiu em sua crença solitária e morreu de amores – só para contrariar os avessos, só pela rebeldia  e para  continuar escrava das palavras!

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