"Na palavra, na linguagem, é que são primeiramente as coisas"
(M. Heidegger)
Então ela disse eu te amo e eu te amo era tão fátuo... Mas flamejava como bandeira ao vento e pelo vento ia-se e vinha e punha-se a voltar...
Ouvia-se como jingle repetitivo nos ouvidos incautos e até se fazia acreditar. Fê-la acreditar que amava
...
Em que ouvia um silvo de silêncio
Amei até as partidas e delas vesti todas as roupas...
...
E como ninguém mais acreditasse na palavra alçada ao tempo, ela insistiu em sua crença solitária e morreu de amores – só para contrariar os avessos, só pela rebeldia e para continuar escrava das palavras!
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